sábado, 24 de outubro de 2009

Marco Luigi Cabernet Sauvignon 2004

Surpresa! Ontem abri uma garrafa do Marco Luigi Varietal Cabernet Sauvignon 2004, de uma série limitada a 10.000 garrafas - a que abri era de número 8465.

Apresentou uma cor bem concentrada sem traços de evolução, sem reflexos alaranjados, como era esperado. Nariz limpo, franco, frutado e que mostrava boa nitidez de toques de pimenta. Evoluiu bem e revelou uma boa intensidade. Gostei bastante da sua persistência! O teor alcoólico de 12% estava perfeito! É excelente um vinho com esse teor para fazer uma harmonização.

Marco Luigi Varietal Cabernet Sauvignon 2004 - 12% vol. - 750ml - Pipa 17
Vale dos Vinhedos - Bento Gonçalves - RS
www.marcoluigi.com.br

Gianni Tartari

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Leilão de sabores raros

Li no Estadão de hoje. Olha que é interessante esse leilão, hein!? Com preços a partir de EURO 10,00, vale muito a pena ficar atento ao catálogo; quem tiver um conhecido confiável - que não vai beber a garrafa por lá mesmo (hehehe) - tem de arriscar uns lances no leilão. GT.

Leia na íntegra => http://blog.estadao.com.br/blog/paladar/?title=leilao_de_sabores_historicos&more=1&c=1&tb=1&pb=1

domingo, 27 de setembro de 2009

Vinificação - cuidados e riscos 10/15

Esse post será atualizado com 15 pequenas notas sobre vinificação. Acompanhe. GT.

10. Botrytis cinerea é um fungo desejável e é conhecido, em francês, como pourriture noble. Quando esse fungo se desenvolve nas uvas com alta concentração de açúcar, é produzido um vinho de altíssima qualidade – e preço – como o mundialmente famoso e desejado francês Sauternes ou o raro Trockenbeerenauslese da Alemanha e da Áustria. GT.

9. Fertilizantes e pesticidas perturbam o sono de ecologistas e entusiastas dos vinhos puros! Porém, é necessário pensarmos em dois aspectos: em uma monocultura, como as vinhas, a luta contra as pestes e doenças é essencial; hoje em dia essa luta é praticada utilizando-se produtos biológicos; fertilizantes também são necessários para produzir uma quantidade suficiente de uvas de alta qualidade. Os produtores mais puristas e profundamente ligados à qualidade de seus vinhos utilizam pouco, ou nenhum, produto químico. Os fungos naturais que crescem nas uvas são importantes para a fermentação, porém o tratamento contra os fungos indesejáveis precisa ser extremamente eficaz e nenhum resíduo pode aparecer no mosto. GT.

8. Para que as vinhas fiquem saudáveis e produzam uma boa qualidade de uvas o solo deve permitir uma ótima drenagem. O plantio de outra vegetação regula o nitrogênio contido no solo. Na Califórnia, por exemplo, os produtores plantam grama onde é necessário entra cada fileira de vinhas. Já na Alemanha os produtores plantam grama a cada duas fileiras de vinhas. GT.

7. Connaisseurs em todo o mundo podem freqüentemente reconhecer o terroir de um vinho pelo seu aroma ou gosto. Por exemplo, vinhos de uma região particular da Austrália podem apresentar notas de eucaliptos; isso acontece porque as vinhas estão plantadas perto de arvores de eucalipto e podem absorvem algum aroma das folhas que caem. GT.

6. A localização precisa de um vinhedo em uma região vinícola tem um papel decisivo na qualidade das uvas. A intensidade de sol direto, a altitude em relação ao nível do mar, a elevação e inclinação em relação ao solo, a distância entre as vinhas e a proximidade de rios ou lagos afetam diretamente o resultado e a qualidade das uvas. GT.

5. O cultivo das vinhas é possível em duas áreas em todo o mundo. No hemisfério norte a área está localizada entre os paralelos 30º e 50º. Nessa área estão localizadas as mais tradicionais regiões produtoras do mundo: a Europa central e sul, o norte da África e os países da Ásia, onde o vinho já é produzido há muitos anos. No hemisfério sul a área de cultivo está localizada entre os paralelos 30º e 40º e os principais países produtores são: Chile, Argentina, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia. GT.



4. Até mesmo o fog cria um importante micro-clima. Os produtores de Napa Valley, na Califórnia, se beneficiam do fog que chega através do Oceano Pacifico pela manhã, criando uma umidade vital nessa região de baixo índice pluviométrico. GT.


3. O micro-clima geralmente muda a qualidade e o gosto do vinho em um determinado patamar. A Espanha, por exemplo, é influenciada pelo mar Mediterrâneo e pelo Oceano Atlântico, enquanto o sul do Tirol e o Trentino, no nordeste da Itália, são afetados pelos Alpes e pelo mar Mediterrâneo. A direção na qual um vale está posicionado determina qual das condições climáticas terá maior efeito. GT.

2. Os principais sistemas de plantio são os seguintes: latada (útil em regiões com alto índice pluviométrico), espaldeira (para obter uvas de alta qualidade) e árvore (+-80cm de altura, em regiões com baixo índice pluviométrico -Châteauneuf-du-Pape - ou muito frias - Champagne). GT.
1. O termo francês terroir refere-se às condições requeridas pela vinha para produzir o melhor resultado: uma combinação de solo, localização, o aspecto geral e o clima. GT.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

CONCOURS MONDIAL DE BRUXELLES

Veja os melhores vinhos e destilados do Brasil

Especialistas nacionais e internacionais avaliaram bebidas finas do Brasil na sexta edição nacional do ‘Concurso Mundial de Bruxelas’.

O ‘Concurso Mundial de Bruxelas - Edição Brasil’ é organizado pela revista Vinho Magazine e a Vinopres, empresa que há mais de dez anos realiza o ‘Concours Mondial de Bruxelles’. O evento contou com o apoio do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex), do Instituto do Vale do São Francisco, do Sebrae-PE, da prefeitura de Petrolina e do Governo do Estado de Pernambuco.

No dia 12 de setembro, a cidade de Petrolina (PE) conheceu em primeira mão os vencedores da sexta edição do ‘Concurso Mundial de Bruxelas – Edição Brasil – Concurso Nacional de Vinhos Finos’, coorganizada pelo belga ‘Concours Mondial de Bruxelles’ – um dos mais importantes do mundo.

Em um final de semana dedicado a bebidas finas elaboradas no Brasil, 6 profissionais internacionais atuantes na Inglaterra, Bélgica, Itália, Alemanha, Japão, Portugal e EUA, além de 15 jornalistas brasileiros especializados, degustaram e avaliaram vinhos e destilados de diversas regiões do País tendo como cenário o Vale do São Francisco, uma das mais novas e surpreendentes regiões vinícolas do Brasil.

As medalhas concedidas foram Gran Ouro, Ouro e Prata, seguindo os critérios da Organisation Internationale de la Vigne et du Vin (OIV).

Na categoria Gran Ouro, os vinhos finos premiados foram o Casa Valduga Gran Reserva Extra Brut, o Vivere Espumante Brut, da Vinícola Góes e Venturini, e o Nubio Cabernet Sauvignon 2005, da vinícola Sanjo.

Os destilados vencedores da grande medalha foram o Brandy XV, da Casa Valduga, e a cachaça Poesia.

Concurso Mundial de Bruxelas - Edição Brasil - Veja os melhores vinhos e destilados do Brasil

Vinhos Finos do Brasil

GRAN OURO
Vivere Vinho Fino Branco Espumante Brut - Vinícola Góes e Venturini Ltda
Nubio Cabernet Sauvignon 2005 - Sanjo - Cooperativa Agrícola de São Joaquim
Casa Valduga Gran Reserva Extra Brut – 2002 – Casa Valduga Vinhos Finos

OURO
Vinho Tinto Reserva da Família Valmarino - Vinícola Valmarino
Vinho Fino Tinto Seco Cabernet Sauvignon - Suzin -2006 - Vinícola Suzin
Leopoldo - Vinícola Santo Emilio
Vinho Branco Espumante Doce Moscatel Panceri - Vinícola Panceri
Miolo Cuvve Giuseppe -2005 - Vinícola Miolo Ltda/Lovara/Rar/Ouro Verde
Miolo Seleção Tinto 2008 - Vinícola Miolo
Sul Brasil Dádivas Merlot/Cabernet Sauvignon 2006 - Vinícola Lídio Carraro
Don Abel - Don Gran Reserva 2005 - Vinícola don Abel
Cordelier Reserva Merlot 2005 - Vinícola Cordelier
Espumante Brut Dom Candido - Vinícola Dom Candido
Salton Volpi Cabernet Sauvignon 2006 - Vinhos Salton
Salton Espumante Brut - Vinhos Salton
Vinho Tinto Fino Seco Panizzon Maximus 2005 - Sociedade de Bebidas Panizzon
Sanjo Maestrale Cabernet Sauvignon 2005 - Sanjo - Cooperativa Agrícola de São Joaquim
Espumante Garibaldi Moscatel – 2009 - Cooperativa Vinícola Garibaldi Ltda
Casa Valduga Premium Prosecco 2006 - Casa Valduga Vinhos Finos
Casa Valduga Arte Brut – 2007 - Casa Valduga Vinhos Finos
Reserva Boscato Merlot 2005 - Boscato Indústria Vinícola

PRATA
Idollo Vinho Fino Tinto Seco 2007 - Vinícola Santo Emilio
Leopoldo - Vinícola Santo Emilio
Vinho Tinto Cabernet Sauvignon Peruzzo 2007 - Vinícola Peruzzo
Espumante Peruzzo Extra Brut Champegnoise - Vinícola Peruzzo
Fortaleza do Seival Viognier 2008 - Vinícola Miolo/Lovara/Rar/Ouro Verde
Vinho Branco Espumante Brut Giaretta - Vinícola Giaretta
Censurato Cabernet Sauvignon 2007 - Vinícola Franco Italiano
Espumante Asti Botticelli - Vinícola do Vale do São Francisco/Botticelli
Cordelier Equilibriun 2005 –Assemblage - Vinícola Cordelier
Vivere Vinho Fino Branco Espumante Moscatel - Vinícola Góes e Venturini Ltda
Quinta Jubair Vinho Tinto Fino Seco Merlot 2006 - Vinícola Góes e Venturini Ltda
Dc Espumante Brut Dom Candido - Vinícola Dom Candido
Rio Sol Winemaker's Touriga Nacional 2008 - Vinibrasil - Vinhos do Brasil
Rio Sol Reserva 2007 - Vini Brasil - Vinhos do Brasil
Salton Intenso Licoroso de Chardonnay - Vinhos Salton
Salton Classic Cabernet Sauvgnon -2007 - Vinhos Salton
Salton Talento - Vinhos Salton
Salton Volpi Gewurztraminer 2009 - Vinhos Salton
Salton Classic Tannat 2008 - Vinhos Salton
Mistela Reggio Di Castella – 2004 - Irmãos Molon
Espumante Garibaldi Brut Rosé – 2008 - Cooperativa Vinícola Garibaldi
Aurora Moscatel Branco - Cooperativa Vinícola Aurora
Aurora Pequenas Partilhas Carmenere 2006 - Cooperativa Vinícola Aurora
Casa Valduga Gran Reserva Chardonnay -2008 - Casa Valduga Vinhos Finos
Casa Valduga Premium Moscatel -2006 - Casa Valduga Vinhos Finos
Coleção Moscato Seco – Botticelli
Gran Reserva Boscato Cabernet Sauvignon 2004 - Boscato Indústria Vinícola Ltda

Destilados

GRAN OURO
Poesia
Brandy Casa Valduga XV

OURO
Cachaça Weber Haus Reserva Especial Lote 48
Cachaça Cigana
Cachaça Weber Haus Premium

PRATA
Brandy Osborne
Brandy Osborne
Cachaça Itajiba Reserva Ouro
Cachaça São Paulo

Fonte: CH2A Comunicação

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Adeus ao maior crítico de vinhos do Brasil

É com imenso pesar que ponho esse post sobre a morte de Saul Galvão.

http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos+paladar,morre-o-critico-saul-galvao,3245,0.shtm

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

As viagens do vinho VI

Além das variedades autóctones, várias outras variedades tradicionais são cultivadas no Novo Mundo, por exemplo Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Pinot Noir como uvas tintas, e Chardonnay, Sauvignon Blanc, Müller-Thurgau, Riesling e Pinot Bianco como uvas brancas, mencionando apenas algumas.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

As viagens do vinho V

A variedade francesa, da região do Rhône, Syrah também viajou para o outro lado do mundo, para a Austrália. Conhecida lá como Shiraz, é uma das variedades tintas mais conhecidas. Os produtores australianos conseguiram desenvolver um vinho extremamente distinto. Utilizam a Shiraz em vinhos varietais bem como em assemblage com a famosíssima Cabernet Sauvignon. O resultado desse corte dá aromas e sabores de chocolate com côco, bem parecido com o chocolate Prestígio, que gosto muito! Os pontinhos vermelhos mostram onde estão plantados novos vinhedos da Syrah em experimentação na Austrália. GT.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Componente do vinho pode ajudar contra doenças inflamatórias, indica estudo

05 de agosto de 2009 (Bibliomed). O consumo moderado e regular de vinho tinto pode reduzir a inflamação no organismo, sendo benéfico contra doenças como artrite e diabetes, segundo estudo recente da Universidade de Glasgow, na Escócia. De acordo com os cientistas, o antioxidante resveratrol, presente na bebida, é o grande responsável por esse efeito.

"Fortes doenças inflamatórias agudas, como sepse, são muito difíceis de tratar, e muitos morrem todos os dias por causa de falta de tratamento", disse o pesquisador Alirio Melendez, líder do estudo. "Além disso, muitos sobreviventes da sepse desenvolvem muito baixa qualidade de vida por causa dos danos que a inflamação causa em diversos órgãos internos. O objetivo final de nosso estudo foi identificar uma nova terapia potencial para ajudar no tratamento de fortes doenças inflamatórias agudas", destacou o especialista.

Os cientistas observaram os efeitos do resveratrol em modelos de ratos com peritonite (inflamação da membrana que reveste a cavidade abdominal) e em células humanas e animais. E descobriram propriedades anti-inflamatórias desse componente do vinho – bloqueando a "explosão" oxidativa, a migração de células de defesa do organismo, e a produção de citocinas inflamatórias.

Os resultados sugerem que o resveratrol pode ser utilizado como um tratamento para doenças inflamatórias e pode também levar a drogas inteiramente novas derivadas do resveratrol que serão ainda mais eficazes. Outros estudos ainda sugerem que a substância tem outros benefícios anti-envelhecimento e antibióticos, e ajuda a prevenir coágulos e o câncer.

"O potencial terapêutico do vinho tinto esteve ‘engrarrafado’ por milhares de anos, e agora que os cientistas estão desvendando seus segredos, eles descobrem que estudos sobre como o resveratrol funciona podem levar a tratamentos de inflamações que prejudicam a vida", disse o especialista Gerald Weissmann, editor da revista The FASEB Journal.

Fonte: The FASEB Journal. Agosto 2009.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Achaval Ferrer 2000

No dia dos namorados eu abri uma garrafa magnum (1,5 litros) de Achaval Ferrer da safra 2000. Esse vinho não tinha um nome, mas sim mostrava no rótulo as variedades Malbec, Cabernet Sauvignon e Merlot. Esse foi o precursor do hoje famoso Quimera.

A noite prometia muito com uma garrafa de vinho do novo mundo, com 9 anos de idade, e eu confesso que estava bastante empolgado. Tirei a garrafa da adega com cuidado, a deixei de pé por 1 hora para concentrar o sedimento no fundo, preparei as taças e o decanter Spiegelau e fui abrir a garrafa com meu saca-rolhas Laguiole. Como você pode ver, eu estava MESMO preparado para a grande noite.

Cortei a cápsula cuidadosamente e já fiquei preocupado. A parte superior da rolha estava manchada de vinho, com algumas gotas ressacadas, sinal de vazamento e possível oxidação. Comecei a introduzir o saca-rolhas e percebi que a rolha estava dura, seca. Ao puxar, a rolha se despedaçou ao meio, para meu horror! Recorri ao saca-rolhas de lâmina (duas lâminas que entram entre a rolha a garrafa) para tentar salvar minha noite. Consegui retirar o restante da rolha, mas alguns pedaços caíram no vinho. Parti para a decantação utilizando um funil com filtro para segurar os pedaços de rolha. Pronto para a degustação.

Servi as duas taças e a cor rubi levemente alaranjada me reanimou um pouco. Ao nariz mostrava potência de aromas e uma certa complexidade; vale lembrar que a garrafa magnum evolui um pouco mais devagar do que a garrafa de 750 ml. Mostrava, ainda ao nariz, aquelas notas de vinhos mais maduros, porém muito discretamente, além de um toque de oxidação. Os aromas de carvalho também estavam bem intensos. Minhas considerações finais são de que o vinho merecia mais tempo de garrafa, pois ao paladar mostrava taninos vivos e deixava um calor proporcionado pelo álcool.

Se essa garrafa tivesse sido fechada com screwcap certamente eu não teria passado por essa péssima experiência. Deixo aqui esse tema para um possível discussão via comentários!! O que vocês acham disso!?

Abraços, GT.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Vinhos Degustados

Tenho bebido vários vinhos interessantes ultimamente, mas como não tenho tido tempo de postar no momento da degustação, aqui vai um resumo dos últimos goles.

Don Laurindo Ancellota 2005, Vale dos Vinhedos, Brasil
Grande surpresa!! Abri o vinho numa noite fria em São Paulo, sem grandes pretensões. Bela cor concentrada, com discretos reflexos alaranjados. Nariz bem desenvolvido, aberto e muito convidativo. Primeiro gole foi macio, elegante e não deixou aquela sensação de vazio, o que é comum encontrar nos vinhos brasileiros. Gostei e até liguei pra vinícola para parabenizar o Ademir Brandelli pelo vinho. GT.
Château Du Moulin Rouge Haut-Médoc Cru Bougeois 2005
O nome desse tinto é bem interessante e nos remete às bailarinas com seus vestidos rodados, jogando as pernas no ar...Elaborado basicamente com Merlot e Cabernet Sauvignon; é discreto no momento da abertura e vai se desenvolvendo bem; nariz complexo e precisa de tempo para mostrar com mais nitidez as frutas e o carvalho; paladar firme, com taninos fáceis de perceber; acredito que vá melhorar muito ainda na garrafa. Enoteca Fasano, R$ 227. GT.
Veenwouden Classic 1998 Paarl, África do Sul
Eu trouxe esse tinto da África do Sul em 2000, quando estive por lá pela Expand, selecionando alguns produtores para importação. Essa vinícola segue o conceito de Château de Bordeaux, ou seja, produz os vinhos com as uvas que estão ao redor da propriedade e em limitadíssima quantidade. Esse 1998 recebeu 5 estrelas do renomado crítico sul-africano John Platter em seu guia de vinhos da África do Sul de 2001. Ex golfista profissional Marcel van der Walt produz pérolas nessa região; seu outro vinho, um Merlot 100%, é descrito por John Platter como o Pétrus da África do Sul. Vamos ao vinho: espetacular cor vermelha atijolada; nariz mega intenso e com notas de frutas secas, grafite e um toque de própolis; paladar super concentrado, ainda, muito fino e elegante, com taninos moles, delicados; apresentou um certo sedimento, pois eu não decantei a garrafa. Super tinto!! Acredito que a Expand, ainda, o importe. GT.
Champagne Brice Brut Tradition
Degustei uma meia garrafa, 375 ml. Apresentou-se bem, com bom perlage e mousse; bastante fresca e jovial, com boa persitência e profundidade, que é a marca registrada do Champagne. Amostra. GT.

Champagne R. Dumont & Fils
Degustei uma meia garrafa, 375 ml, e em outra ocasião uma garrafa de 750 ml. Nas duas ocasiões proporcionou uma bela discussão. Apresentaão ebm clássica de Champagne. Minhas impressões foram de um Champagne já muito evoluído e cansado, com leves notas de oxidação. Terei a oportunidade dedgustar outras amostras mais frescas na Vinexpo, feira de vinhos em Bordeaux que começa dia 21 de junho. GT.


Finca Garbet 2004 Castillo Perelada, Espanha
Tinto de D.O. Empordà, no nordeste da Espanha. Elaborado com o assemblage de 60% Cabernet Sauvignon e 40% Syrah; apresenta bela cor escura e concentrada; ao primeiro nariz, senti aquele aroma típico de redução, de umvinho muito complexo e fechado ainda; o produtor tinha acabado de chegar de viagem e o vinho estava no "jet leg" ainda, precisava descansar, mas...resumindo: tinto de primeiríssima qualidade, com longo potencial de envelhecimento; notas de frutas pretas e grande toque mineral. Amostra que estou de olho para trazer! GT.